sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Múltiplas Causas das Desordens do Espectro Autista







Por Mark Sircus Ac., OMD
Diretor Executivo da IMVA - International Medical Veritas Association
http://www.imva.info

O autismo está ganhando de nós porque ele é o resultado de
um experimento de 50 anos de saturação de cada ser vivente
com um excesso de substâncias tóxicas, incluindo vacinas.

Dr. Gregory Ellis
Apontar o papel central do mercúrio na criação das desordens do espectro autista não desconsidera outras possíveis causas. Ou, ainda, uma teoria geral que inclua uma série de causas que, no decorrer do tempo, enfraqueça a criança a ponto de que, para ela, a dose tóxica de químicos na vacina seja demais para suportar. O desenvolvimento cerebral das crianças tem sido prejudicado por alguns dos mais de 70.000 químicos artificiais no mercado, reporta a World Wildlife Fund (WWF). [i]   
De acordo com a Academia Nacional de Ciências (NAS) dos Estados Unidos, 60.000 crianças americanas estão nascendo a cada ano com problemas neurológicos causados pela exposição pré-natal a compostos de metil-mercúrio presentes em combustíveis fósseis e no ar poluído. [ii] A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a poluição do ar mata aproximadamente 3 milhões de pessoas por ano [iii]  Ataques químicos vêm em diferentes formas. Nós os vemos na forma de vacinas que contém mercúrio como preservativos, amálgamas dentais que são cinqüenta por cento de mercúrio em peso, drogas farmacêuticas que apresentam fortes efeitos colaterais, práticas violentas de nascimento, flúor na água potável, e alimentos que contém substâncias tóxicas ao sistema neurológico, como glutamato monossódico, aspartame, pesticidas, hormônios e preservativos.
Usinas atômicas colocam 40 toneladas de mercúrio por ano na atmosfera através da queima do carvão. Somente nos Estados Unidos, a incineração de lixo hospitalar libera outras 20 toneladas anuais e estimamos que mais 200 toneladas são perdidas no ambiente, porque essa é a quantidade de Hg solicitada pelos hospitais para consertar seus aparelhos de pressão, a cada ano.[iv] Cada indústria de plástico despeja mercúrio no ambiente e cada novo carro produzido está saturado com seus vapores.
 Vacinas são uma preocupação especial na busca pelas causas do autismo, devido aos seus compostos tóxicos, incluindo mercúrio e alumínio, que são injetados diretamente no corpo. E alguns dos componentes das vacinas passam diretamente através da barreira sanguínea do cérebro e afetam o sistema nervoso, especialmente as células do sistema imunológico cerebral, as microglia. Microglia são células imunológicas do sistema nervoso central (SNC) e elas facilmente se voltam contra o SNC destruindo-o através de excitotoxicidade e autotoxicidade. [v] Quando isso ocorre, temos uma destruição generalizada e não-específica de neurônios, axônios, dendritos e sinapses. A química destrutiva da microglia, quando super estimulada, explica como uma criança pode entrar num estado onde ela se torna alérgica a quase qualquer coisa que ela toque, respire ou coma.
Muitos são os fatores de fundo que enfraquecem a química dessas células, enfraquecendo o equilíbrio químico básico no cérebro, deixando todo o SNC mais vulnerável ao seu inimigo mais ameaçador, o mercúrio. Mercúrio tem uma classificação própria quando se trata de neurotoxicidade, causando danos através de vários mecanismos, incluindo um assalto direto às neurofibrilas, retirando a mielina e resultando num dano devastador aos neurônios. E não há escassez de vias de contaminação por mercúrio, com amálgamas dentais em bilhões de bocas, resíduos tóxicos legalizados que liberam constantemente mercúrio para os tecidos do corpo, e da mãe para o feto. Bebês são especialmente sensíveis à destruição causada pelo mercúrio.  
Nossas crianças estão sendo envenenadas numa escala massiva. Os dentistas que usam amálgama são os maiores poluidores por mercúrio do planeta. Esses dentistas podem ou não estar presentes para verem o que eles fizeram – tipicamente eles vivem cerca de 50 anos, e freqüentemente cometem suicídio, o que é um sintoma clássico de contaminação por mercúrio
John Moore
As substâncias químicas não são seguras, os naturalistas sabem disso e vivem suas vidas com este princípio em suas mentes. Entretanto, a tendência geral dos médicos alopatas é negar a toxicidade dos medicamentos, falsamente elevando as bactérias e vírus às principais causas das doenças. A falha deles em entender que a combinação de várias substâncias químicas pode sobrecarregar a saúde de um determinado indivíduo é trágica. A medicina tem escondido os sempre presentes perigos dos milhares de químicos usados pela indústria, porque ela mesma é uma indústria que usa químicos tóxicos na forma de drogas.
Está claro que a maior parte das evidências disponíveis sugerem a importância dos múltiplos fatores biológicos agindo através de um ou mais mecanismos para produzir a síndrome autista
Dr. Donald J. Cohen & Fred Volkmar
Virtualmente 100% dos nascimentos administrados medicamente são sujeitos a altos níveis de intervenções farmacêuticas. Nós não conhecemos os efeitos negativos de tais intervenções porque ninguém nunca buscou estudar os possíveis efeitos colaterais do pesado uso de drogas no bebê por nascer. A maioria dos partos hoje em dia é induzida em algum ponto. As mães são drogadas, o que obviamente significa que os bebês são drogados. A maior parte dos cordões umbilicais são cortados [vi] antes que todo o sangue da placenta volte para o bebê, o que significa que os bebês começam suas vidas com um decréscimo de cerca de 40% no seu volume sanguíneo. [vii] O nascimento em si já é um choque em um nível ou outro. Os bebês precisam de tempo para se ajustar, à luz, ao som, ao simples ato de respirar. Mas a eles não é dado o tempo de que precisam. Assim que nascem, antibióticos em gota ou gel é colocado em seus olhos e eles recebem uma injeção de vitamina K. O problema é que a “vitamina” K é um composto sintético, o qual seus pequenos corpos realmente não conseguem reconhecer e usar. Mas, mais importante, esta injeção contém químicos viciosos como benzil, fenol, glicol propileno, ácido acético e ácido hidroclorídrico. [viii] Então, mesmo antes da vacina de hepatite B ser aplicada, os bebês já estão tendo que lidar com químicos e antibióticos fortes circulando em seus sistemas circulatório e nervoso – que já, naturalmente, estão numa batalha para se adaptar à nova condição, fora do organismo de sua mãe.  Agora adicione a essa lista a vacina da hepatite B com seu hidróxido de alumínio, timerosal (mercúrio) e material genético modificado e nós podemos apenas nos perguntar sobre os pediatras e o que eles estão pensando. Na edição de 14 de setembro de 2004 da revista Neurology (2004;63:838-42) um grupo de Harvard publicou suas descobertas confirmando nossos maiores medos, sobre a vacina contra hepatite B e seu papel no aumento das chances do recipiente contrair esclerose múltipla. Esses pesquisadores estimam que ela aumenta o risco em mais de três vezes. Isso é altamente significativo para o nosso modelo de múltiplas causas do autismo porque, como Dr. Blaylock já suspeitava, essa e outras vacinas estão criando problemas no sistema imunológico cerebral, levando a sérias doenças auto-imunes.
Uma pesquisa informal entre parteiras não identificou nenhum bebê nascido em casa que tenha sido, até agora, diagnosticado com desordens autistas. Parteiras têm uma tendência muito maior a serem gentis e a se renderem aos processos naturais do que as equipes hospitalares, e deixam os bebês se adaptarem plenamente antes de cortarem o cordão umbilical. A atual prática obstétrica do corte imediato rotineiro do cordão coloca em risco o cérebro e outros órgãos do recém nascido, por interromper a oxigenação via placenta e a transfusão sanguínea placentária, durante a transição de “feto” para “recém-nascido”. [ix] Além dessa questão do corte do cordão, os nascimentos domiciliares com parteiras usualmente não sofrem intervenções e as parturientes não são medicadas. Também as famílias que optam por parto domiciliar muito freqüentemente são aquelas que optam pela não vacinação e pelo tratamento natural de suas crianças. Todos esses fatores podem contribuir para o fato de não se observar crianças com autismo nascidas em partos domiciliares.
O denominador comum em doenças neurodegenerativas crônicas
 parece ser ou um decréscimo do suprimento vascular (menos sangue no cérebro)
ou a acumulação de metais pesados, especificamente mercúrio.

Dr Rashid Buttar
O estabelecimento médico admite que a causa do autismo não é ainda “completamente” conhecida, e, ao mesmo tempo, tem a imprudência de assegurar aos pais o que não está causando tal epidemia. Eles insistem – a despeito das crescentes evidências – em que a causa não tem nada a ver com danos colaterais causados por vacinas ou pelo mercúrio contido nelas. Aqui deve ser frisado que não há nada para substanciar a afirmação sobre o autismo ter “uma forte base genética” a não ser especulação. O diagnóstico de causa genética é uma saída à mão que o CDC (Centro para Controle de Doenças, nos EUA) utiliza quando a doença não pode ser explicada por infecções por vírus ou bactérias.

Dr. Rimland diz “É um absurdo declarar que a ligação entre muitos casos de autismo e a vacinação é apenas uma coincidência”. Como um cientista profissional em tempo integral por 50 anos, e um pesquisador no campo do autismo por 45 anos, eu fico chocado e irritado com os esforços do estabelecimento médico para trivializar as sólidas e inegáveis evidências de que as defectivas políticas de vacinação são a raiz da epidemia [de autismo]. Existem muitas linhas consistentes de evidências envolvendo as vacinas e nenhuma outra hipótese alternativa que seja, ao menos em parte, plausível. [x]
Como nós vimos em capítulos anteriores e como veremos no capítulo sobre tratamento, mercúrio é a causa central, o fator principal que destrói o pleno funcionamento e a saúde das crianças, levando a desabilidades de aprendizagem e ao declínio para o autismo. Há muitas razões porque podemos chegar a esta conclusão. Sem dúvida, o mercúrio não é somente a substância não-radioativa mais tóxica e perigosa para o homem, mas ele substituiu o chumbo como o poluente número um no ambiente.
Recentemente, podemos apontar o sucesso em tratamento do autismo pelo Dr. Rashid Buttar e sua equipe, da North Carolina University.[xi] Usando um novo composto para quelação do mercúrio (DMPS), totais reversões de quadros de autismo foram realizadas, conforme este metal tóxico é retirado do organismo.
 site Nova ErA

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Conexão entre o aumento do autismo e a introdução de DNA de bebês abortados nas vacinas

James Tillman

Filadélfia, PA, EUA, 3 de junho de 2010 (Notícias Pró-Família) — A Dra. Theresa Deisher, fundadora do Instituto Farmacêutico Escolhas Sãs (IFES), apresentou um estudo que revela a ligação entre autismo e DNA de bebês abortados nas vacinas no Encontro Internacional de Pesquisa do Autismo em maio.
“A conexão entre a introdução de DNA de bebês abortados e aumentos do autismo é encontrada durante décadas e em todos os continentes”, a Dra. Deisher disse para LifeSiteNews. “Essa conexão é mais convincente do que qualquer conexão de mercúrio”, que, disse ela, não tinha nenhuma conexão de índices crescentes de autismo.
Conforme indica o resumo do estudo, os índices de autismo nos EUA e na Inglaterra começaram a aumentar na mesma época em que a vacina de sarampo, caxumba e rubéola (MMR) pararam de usar células animais para usar células humanas derivadas de fetos abortados.
O uso de tais células significa que a vacina pode conter fragmentos residuais de DNA humano. A Dra. Deisher disse para LifeSiteNews que “pequenos fragmentos de resíduos de DNA humano nas vacinas apresentam dois perigos fisiológicos potenciais bem documentados” e “a possibilidade de reações do sistema imunológico”. Embora o sistema imunológico reconheça o DNA como estranho, sua similaridade com o próprio DNA do indivíduo pode fazer com que o sistema imunológico ataque partes do próprio corpo do indivíduo.
Outro perigo vem do comprimento dos fragmentos de DNA. Fragmentos residuais de DNA que consistem de menos de 250 pares de base (bp) têm uma probabilidade mais elevada de entrar no núcleo das células humanas. Ao entrarem no núcleo, os pequenos fragmentos de DNA poderão se integrar com o genoma da célula. A probabilidade de integração é 1 bilhão de vezes maior com o DNA das mesmas espécies do que com o DNA de outras espécies, de acordo com o resumo.
O estudo explicou que, considerando que em média o comprimento do fragmento de DNA humano na vacina da rubéola é 220bp, teria grande probabilidade de entrar no núcleo de uma célula. Além disso, 25 das “zonas ativas de recombinação” onde o fragmento de DNA provavelmente se combinaria estão localizados em alguns dos genes ligados ao autismo (GLA). Por isso, tal recombinação poderia ser uma das causas do autismo.
De acordo com o IFES, antes, quando as crianças não recebiam muitas vacinas e as vacinas não continham DNA de fetos abortados, só 1 de cada 10.000 crianças era diagnosticada com autismo, ao passo que agora é diagnosticada 1 de cada 150.
O IFES também planeja examinar os bancos de dados históricos em busca de mais evidências de correlação, para avaliar um modelo (usando ratos) de autismo usando fragmentos de DNA de ratos, e tentar apurar a localização exata em que os fragmentos de DNA entram no genoma humano.
A organização pró-vida Filhos de Deus pela Vida elogiou o IFES e sua organização parceira Biotecnologia Ave Maria por sua pesquisa crucial.
“Até o advento da Biotecnologia AVM e sua organização parceira IFES tínhamos pouca esperança de que alguém investiria o tempo e dinheiro para fazer esse estudo”, declarou Debi Vinnedge, fundadora de Filhos de Deus pela Vida.
“A obra da Dra. Deisher é uma bênção para centenas de milhares de famílias, e até mesmo milhões no mundo inteiro”, continuou Vinnedge. “Ela é uma resposta direta às nossas orações por uma empresa de biotecnologia cujo alvo exclusivo é pesquisas com valores morais e vacinas e tratamentos elaborados de forma ética”.
Links relacionados:
Sound Choice Pharmaceutical Institute
Ave Maria Biotechnology
Children of God for Life
Veja reportagem relacionada de LifeSiteNews:
Há uma ligação entre autismo e o DNA de bebês abortados presente nas vacinas?
http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/07/ha-uma-ligacao-entre-autismo-e-o-dna-de.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10060312
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Testes urina confirmam que mercúrio usado nas vacinas preservadas com thimerosal, podem estar por detrás do surto de autismo

POR DENTRO DA MENTE/CÉREBRO AUTISTA

Matéria publicada na revista "Time Magazine" edição de junho de 2006.

Tradução de Claudia Marcelino.

O caminho para a mente de Hannah foi aberto há poucos dias antes do seu 13º aniversário.
Seus pais, terapeutas, nutricionistas e professores, passaram anos preparando esse caminho. Eles moveram montanhas para desenvolver o seu equilíbrio, a sua percepção sensorial e a sua saúde como um todo. Gastaram fortunas em terapia ocupacional, fisioterapia e suporte emocional e psicológico. Antes da chegada de 2005, finalmente a vida de Hannah começou a tomar outra direção. Hannah que tinha a fala limitada a frases de músicas, diálogos ecolálicos e sons ininteligíveis, que é acometida de autismo severo e que os médicos pensavam também ser acometida de sério retardo mental, num certo dia de outubro, depois de ser apresentada a um certo computador específico, Hannah provou que todos estavam errados.

"Tem alguma coisa que você gostaria de dizer Hannah"? perguntou Marilyn Chadwick, diretora de treinamento do Instituto de Comunicação Facilitada da Universidade de Syracusa.
Com Chadwick ajudando a estabilizar o seu punho direito e sua mãe olhando, a garota q pensaram ser incapacitada de aprender a ler e escrever, digitou lentamente "Eu amo a mamãe".

Um ano e meio depois, Hannah senta com o seu tutor à uma pequena mesa de computador em sua casa, num subúrbio fora da cidade de Nova York. A comunicação facilitada é controversa. Há críticas dizendo que na verdade, frequentemente é o facilitador que está digitando. Mas o fato é que este acontecimento, mudou completamente a vida de Hannah. A garota sem diálogo tinha um vocabulário extenso, senso de humor e algumas habilidades impensadas.
Um dia quando Jacob deu uma página com 30 problemas matemáticos à ela, Hannah deu uma olhada e depois digitou todas as 30 respostas. Espantado Jacob perguntou, "Você tem memória fotográfica"? Hannah digitou: "Sim!"

Assim como muitas outras pessoas com autismo, Hannah é tão sensível ao som que é capaz de distinguir qualquer palavra de conversas que aconteçam em qualquer lugar da casa, o que pode contribuir em muito para o seu aprendizado. Ela também é hiper sensível a estímulos visuais, fixar os objetos diretamente é muito difícil, então ela frequentemente recorre a sua visão periférica.
A habilidade recém descoberta de Hannah para se comunicar, possibilitou que a sua inteligência desabrochasse, mas também mostrou um lado obscuro: ela demonstrou ser dolorosamente consciente sobre seu autismo. Sobre isso ela fala: "A realidade machuca".

Mais de 60 anos depois do autismo ser descrito pela primeira vez pelo psiquiatra americano, Leo Kanner, ainda há mais perguntas do que respostas para essa desordem tão complexa. As suas causas ainda são incertas, assim como as razões para o rápido crescimento na incidência de autismo em países como os EUA, Japão, Inglaterra, Dinamarca e França. Mas, devagar e sempre, muitos mitos sobre o autismo estão sendo derrubados, enquanto os cientistas descobrem outras formas de desvendar o que se passa nos corpos e mentes das pessoas com autismo e mais ainda, naqueles que são profundamente afetados, assim como Hannah e que estão sendo capazes de dar voz as suas experiências.

Em meio as surpresas estão:

- Autismo é muito parecido com câncer, muitos sintomas com muitas causas distintas. Já é bastante sabido que há uma enorme variedade dos sintomas severos de uma profunda deficiência à formas mais brandas como a Síndrome de Asperger, onde a habilidade intelectual geralmente é alta, mas a consciência social é baixa. Os médicos agora preferem se referir ao termo de "Desordem do Espectro Autista" e os cientistas acreditam também haver subtipos distintos, incluindo um tipo com início muito cedo e um tipo regressivo que pode ter início após os 2 anos.
- Antes, acreditava-se principalmente numa desordem do cerebello, a região na parte traseira do cérebro que integra as atividades sensoriais e motoras. Autismo agora, é visto como um problema pervasivo na forma como o cérebro é ligado. A distribuição das fibras nervosas que ligam diversas partes do cérebro é anormal, mas não está claro até onde isso é a causa ou a consequência do autismo.
- O sistema imunológico pode desempenhar uma grande contribuição em ao menos alguns casos de autismo. O que sugere novos caminhos de prevenção e tratamento.
- Muitos sintomas clássicos de autismo como rodopiar, balançar a cabeça, e repetir frases sem parar, pareçem mais ser mecanismos de tentativa de comunicação do que comportamentos de desligamento.
Outros sintomas clássicos como falta de emoção e ou falta de habilidade para amar, agora podem ser amplamente rejeitados, devido a comunicação enfraquecida. O mesmo pode-se dizer sobre a suposta alta incidência de retardo mental.

O mundo de terapias para o autismo continua a ser bombardeado por curas milagrosas. Mas os terapeutas estão começando a encontrar as melhores formas de interver. E enquanto se fala que autismo é uma desordem para a vida inteira, existem alguns casos relatados em que crianças que foram identificadas e tratadas muito precocemente, não mais exibem os seus sintomas.

A CURIOSA INCIDÊNCIA

Dr. Thomas Insel, Diretor do National Institute of Mental Health - NIMH - Instituto Nacional da Saúde Mental, de onde provém a maioria das pesquisas nacionais de autismo, relembra um tempo onde a desordem era raramente diagnosticada. " Quando o meu irmão era residente do Hospital da Criança de Harvard nos anos 70, eles internaram uma criança com autismo e o diretor do hospital chamou todos os residentes do hospital para ver, disse Insel. "Ele disse - " Vocês tem que ver esse caso; vocês nunca verão isso novamente".

Ele estava errado. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, cerca de 1 em cada 166 crianças americanas nascidas hoje, irão algum dia cair dentro do espectro autista. Dobrou a incidência de casos nos últimos 10 anos e aumentou em 10 vezes mais a incidência estimada na geração passada. Enquanto alguns duvidam das novas incidências, dois levantamentos publicados na semana passada por este centro, estavam de acordo com essa incidência chocante.

Ninguém pode dizer porque os números cresceram tanto. Maior conscientização e campanhas de saúde pública para encorajar diagnósticos precoces certamente fizeram a sua parte, desde que no passado, muitas dessas crianças eram rotuladas como retardadas ou loucas e escondidas em instituições. Mas fatores ambientais podem também estar contribuindo para o crescimento. Para se tentar chegar a raiz do mistério, os fundos federais para as pesquisas no autismo triplicou na última década, para 100 milhões de dólares, embora isso ainda seja pouco em comparação com o valor estimado em 500 milhões destinados para o câncer infantil, que acomete muitas crianças a menos.

No Centro de Saúde e Prevenção de Doenças Ambientais da Criança da Universidade Davis da Califórnia, o toxicologista Isaac Pessah está estudando o cabelo, o sangue, a urina e amostras de tecidos de 700 famílias com casos de autismo. Ele está testando 17 metais, traços de pesticidas, opióides e outros intoxicantes. Em março, Pessah causou um rebuliço ao publicar um estudo que mostrava que mesmo um nível muito baixo de mercúrio usado nas vacinas preservadas com thimerosal, há muito suspeito de provocar o autismo, pode dar início a irregularidades em células do sistema imune, pelo menos no tubo de ensaio. Mas ele não atribui o thimerosal (o qual já foi removido das vacinas rotineiras da infância) como o vilão da história.  " Provavelmente não há só um disparador que esteja causando o autismo no lado ambiental", diz Pessah, "e também não há só um gene envolvido".

Realmente muitos pesquisadores acreditam que o autismo resulte de uma combinação entre fatores ambientais e vulnerabilidade genética. Um gêmeo idêntico de uma criança com autismo, tem chances de 60 a 90% de também ser atingido. E existe pouca dúvida sobre a vulnerabilidade de algumas famílias em ocorrer síndromes do espectro autista: o sibling (?) de uma criança autista tem cerca de 10% de chance de também desenvolver a síndrome.
Cientistas genéticos que trabalham com autismo encontraram pontos suspeitos nos cromossomos 2, 5, 7, 11 e 17, mas provavelmente existem dúzias de genes envolvidos. "Nós achamos que existem casos diferentes de autismos, cada um deles pode haver uma causa diferente e genes diferentes envolvidos", diz David Amaral, pesquisador chefe da MIND Institute, também na Universidade de Davis na Califórnia.

Amaral está liderando as pesquisas do MIND no esforço de juntar dados clínicos, comportamentais e genéticos em 1.800 crianças autistas. Um dos objetivos é definir claramente os subtipos do autismo. "É difícil estabelecer a genética se você estiver tratando sobre 4 ou 5 síndromes diferentes", diz o chefe do NIMH, Insel. "Será que a presença de eplepisia define casos separados da doença? O que dizer das crianças que pareçem ter um desenvolvimento normal durante o 1º ano e meio de vida e depois regridem? Será um caso separado? E o que falar sobre o grande nº de crianças com graves problemas intestinais? E outros tantos com disfunções imunológicas, será que é um subtipo também?

Amaral e sua colaboradora, Judy Van de Water, acreditam estarem próximos de uma grande descoberta de pelo menos um tipo de autismo, uma forte tendência familiar. Eles detectaram uma grande quantidade de anticorpos no sangue de famílias com tendências ao espectro autista e mais ainda, nas mães com mais de um filho autista. "Estes anticorpos fazem um papel de combate contra as proteínas no cérebro do feto', diz Amaral. A principal hipótese é que estes anticorpos podem alterar o desenvolvimento do cérebro de tal forma que leve ao autismo. Se estivermos certos, essa descoberta pode levar a um tipo de teste sanguíneo materno e ao uso de uma terapia específica, chamada plasmapheresis, visando retirar estes anticorpos do sangue materno.
"Você gera uma expectativa muito grande ", diz Amaral, "se você puder prevenir cerca de 20% de crianças não desenvolver o autismo. Mas nós não queremos levantar falsas esperanças".

Se a causa é os anticorpos maternos, os metais pesados ou qualquer outra coisa, não há nenhuma dúvida que o cérebro de crianças autistas tem diferenças. Para começar, eles são muito grandes. Em estudos baseados em imagens de ressonância magnética e leituras básicas de medidas-padrão, o neurocientista Eric Courchesne do Hospital da Criança de San Diego mostrou que enquanto as crianças com autismo nascem com dimensões de cérebros normais, elas apresentam uma rápida expansão até os 2 anos, particularmente nos lóbulos frontais. Com 4 anos diz Courchesne, crianças autistas tendem a ter um cérebro do tamanho dos de crianças de 13 anos. Esse crescimento enorme é ainda mais evidente nas meninas, ele diz, embora por razões ainda misteriosas, somente 1 em cada 5 crianças com autismo seja do sexo feminino. Estudos mais recentes de Amaral e outros descobriram que a amídala, uma área associada ao comportamento social, é também fora do padrão, uma descoberta que Amaral acredita estar ligada aos altos níveis de ansiedade visto em cerca de 80% das pessoas com autismo.

Dra. Martha Herbert uma neuropediatra de Harvard relatou no ano passado que o excesso de massa branca em cérebros autistas tem uma distribuição específica: áreas locais tendem a ser sobrecarregadas, enquanto as ligações entre regiões distantes são fracas. É como se tivesse muita competição entre companhias telefônicas de curta distância e pouquíssima na área de longa distância. Essa observação vai de encontro com as imagens de ressonância magnética que registraram a atividade cerebral em pessoas com autismo. Estudos usando as imagens dessa função cerebral mostram uma falha de coordenação entre as regiões cerebrais, fala Marcel Just, diretor do Centro de Imagens Cognitivas do Cérebro Carnegie Mellon em Pittsburgh. Just escaneou dúzias de cérebros de pessoas autistas entre 15 e 35 anos com QIs na faixa normal, dando a eles testes de memória simples enquanto monitorava suas atividades cerebrias. "Uma coisa pode-se ver", fala Just, "é que a atividade entre diferentes áreas não vão para cima e para baixo ao mesmo tempo. Existe uma falha no sincronismo destas atividades, tal como uma diferença entre uma sessão muito congestionada e outra sem nenhuma atividade. No autismo, cada área faz a sua parte sem se relacionar".

O que ainda não está claro é se esse problema de interação é o resultado do autismo ou a causa. Talvez todo esse excesso de ligações fosse igual ao excesso de vasos em volta do coração de uma pessoa que tenha sofrido um ataque cardíaco, o corpo tende a fazer outra rota contornando o problema.

Ou talvez a crescimento anormal do cérebro tenha haver com o sistema imune; pesquisas no Johns Hopkins encontraram sinais de que os cérebros dos autistas sofrem de inflamação crônica. "É impossível neste momento, dizer o que nasceu primeiro se o ovo ou a galinha". diz Just.
Já foi mostrado que pessoas autistas costumam usar o cérebro de formas não usuais: eles memorizam as letras do alfabeto numa parte do cérebro que normalmente processa as formas. Eles tendem a usar os centros visuais nas partes de trás do cérebro, onde usualmente são processadas no córtex pré-frontal. Eles usualmente olham para a boca ao invés de olhar para os olhos de quem está falando.
Será que estas diferenças refletem a patologia fundamental, ou são apenas efeitos de algum problema mais básico? Ninguém sabe. Mas o fato de que intervenção precoce traz melhores resultados para crianças dentro do espectro autístico, pode dar uma pista que algo da anatomia e atividade estranha do cérebro é secundário - e talvez possa até ser prevenido. Estudos que mostram o quanto uma intervenção precoce pode ajudar a normalizar o cérebro, estão começando na Universidade de York em Toronto, mas os resultados ainda estão muito longe.

AUTISMO VISTO DE DENTRO
ENQUANTO ISSO, 300.000 crianças americanas em idade escolar e muitos adultos, estão tendo que viver suas vidas diárias com o autismo. O mundo tendenciou a escutar aqueles que são altamente funcionais, como Temple Grandin, escritora e professora da Universidade do Colorado conhecida por desenhar máquinas humanizadas para manuseio do gado. Mas as vozes daqueles mais severamente afetados também estão começando a ser ouvidas. Como é o caso de Sue Rubin, 27, uma estudante universitária de Whitier, na Califórnia, que não apresenta nenhuma fala funcional e tem a maioria da imagem estereotipada de uma pessoa com retardamento mental, e mesmo assim, ela foi capaz de escrever a narração para o documentário indicado ao Oscar sobre a sua vida, "Autism is a World".
O que esses indivíduos tem a dizer sobre as suas próprias experiências, está oferecendo novos indícios para a condição que os afetam. E também se encaixam perfeitamente com o que os cientistas vêem dentro de seus cérebros. O que se vê é que pessoas com Espectro Autista tem dificuldades em juntar as informações cognitivas de forma integrada. Existe a tendência em prestar muita atenção no detalhe e perder o conteúdo completo. Coordenar o comando, com o movimento e a sensação, pode ser muito difícil para alguns. Chandima Rajapatirana, um escritor autista de Potomac, escreve assim: "Sem nenhuma iniciativa, eu permaneço sentado enquanto minha mãe me chama. Eu sei o que devo fazer, mas frequentemente eu não posso levantar enquanto ela não diz, "Levante-se", ele escreve. O fato de saber onde meu corpo está não é fácil para mim. Interessantemente, eu não consigo perceber se estou sentado ou de pé. Eu não tenho consciência do meu corpo ao menos que ele esteja tocando alguma coisa... A sua mão junto à minha, me deixa saber onde a minha mão está. Arrastar as minhas pernas enquanto eu ando, me mostram que eu estou vivo".
Descrições como estas lançam uma luz sobre os comportamentos auto-destrutivos como morder-se, arranhar-se, beliscar-se e bater a cabeça. Para pessoas como Rajapatirana, bater a cabeça contra a parede pode ser útil para mostrá-la, literalmente, aonde as suas cabeças estão. "Antes de tentar extinguir tais comportamentos, nós temos que tentar entender o que eles querem nos dizer”, escreve Judith Bluestone, uma terapeuta de Satle que também é autista.
Em seu novo livro "Send in the Idiots", o jornalista britânico Kamran Nazeer, que também é autista, descreve a necessidade de comportamentos e palavras repetitivas como "uma pesquisa de coerência local" em um mundo cheio de sons aleatórios. Ele também descreve as dificuldades sociais: "Manter um diálogo com estranhos", ele escreve, " é a versão do autista para esportes radicais". Por isso, em um encontro recente para pessoas do Espectro Autista, os participantes usavam adesivos coloridos que indicavam o seu nível de conforto com as conversas espontâneas: Vermelho significava "não aproxime-se", amarelo significava "fale se nós já nos conhecemos", verde significava "eu adoraria conversar, mas não sou bom em iniciar o papo".
Talvez o pior fato para uma pessoa do Espectro Autista seja ter que conviver com uma inteligência brilhante dentro de um corpo que torna difícil das pessoas verem o que há lá dentro. O neurocientista Michael Merzenich da Universidade da Califórnia, em São Francisco, estudou um garoto autista que era incapaz de falar ou até mesmo de sustentar a sua atenção por mais de poucos minutos, tinha perfeita consciência de sua condição e escrevia poesias maravilhosas. Quantas outras crianças autistas, Merzenich se questiona, "estão vivendo em um poço onde ninguém pode escutá-las"?
Pelo menos para Hannah, sua voz e seus pensamentos já estão sendo ouvidos. Desde que aprendeu a digitar, ela começou a falar poucas palavras sucintas "sim", "não" e a palavra-chave "eu" para expressar os seus desejos. Tudo isso parece milagre para seus pais. "Eu fui aconselhada a desistir e seguir com minha vida", diz sua mãe. Agora ela e seu marido estão pensando em economizar para a faculdade.
FIM
APOSTILA COM COLETÂNEA DE TRADUÇÕES:
ApostiladetraduesdaADEFA.doc